Poentes de estola e ritual


Poentes de estola e ritual feitos, acontecidos, sem querer, ao fundo de paisagens.

Paisagem cabisbaixa, sem contrastes; cujos únicos montes eram os nossos pensamentos de que ali não havia montes; e esses montes eram verdadeiramente um detalhe morto na paisagem.

Calmas vozes decidindo problemas, por desfastio, para além de paredes de muros... A nossa vida vale pouco e não nos sobra tempo para sentirmos bater o coração.

(Até os lírios escolheram...)


Título: Poentes de estola e ritual
Heterónimo: Vicente Guedes
Número: 30
Página: 74
Nota: [144P-51r, ms.];
Nota: Apenas Teresa Sobral Cunha inclui este texto no corpus do "Livro do Desassossego". Texto retirado do corpus na edição de 2013.
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