Quantas vezes, no decurso dos mundos


Quantas vezes, no decurso dos mundos, não terá um cometa errante posto fim a uma terra! A uma catastrophe tão da materia está ligada a sorte de tanto projecto do espirito. A Morte espreita, como uma irmã do espirito, e o Destino ☐

Morte é o estarmos sujeitos a um exterior qualquer, e nós, em cada momento da nossa vida, somos um reflexo e um effeito do que nos cerca.

A morte subjaz o nosso gesto vivido. Mortos nascemos, mortos vivemos, mortos já entramos na morte.

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Compostos de cellulas vivas e em desagregação somos feitos da morte.


Título: Quantas vezes, no decurso dos mundos
Heterónimo: Não atribuído
Número: 163
Página: 163
Data: 12-01-1920 (medium)
Nota: [49A6-1v];


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