Teresa Sobral Cunha

Richard Zenith

Jerónimo Pizarro

Minha alma é uma orchestra occulta



Minha alma é uma orchestra occulta; não sei que instrumentos tangem e rangem, cordas e harpas, timbales e tambores, dentro de mim. Só me conheço como symphonia.

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Todo o esforço é um crime, porque todo o gesto é um sonho morto.

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As tuas mãos são pombas presas. Os teus labios são rolas mudas. (que os meus olhos vêem arrulhar).

Todos os teus gestos são aves. És andorinha no abaixares-te, condôr no olhares-me, aguia nos teus extases de orgulhosa indifferente. É toda ranger de azas, como dos ☐, a lagoa de eu te vêr.

Tu és toda alada, toda ☐

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Chove, chove, chove...

Chove constantemente, gemedoramente, ☐

Meu corpo treme-me a alma de frio... Não um frio que ha no espaço, mas um frio que ha em eu ser o espaço...

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Todo o prazer é um /vicio/, porque buscar o prazer é o que todos fazem na vida, e o unico vicio negro é fazer o que toda a gente faz.