PERISTILO | Farei do sonhar-te o ser forte


II

Farei do sonhar-te o ser forte, e a minha prosa, quando fale a tua Beleza, terá melodias de forma, curvas de estrofes, esplendores súbitos como os dos versos imortais.

Átrio (só átrio) de todas as esperanças, Limiar de todos os desejos, Janela para todos os sonhos, (...)

Belveder para todas as paisagens que são floresta nocturna e rio longínquo trémulo do /muito/ luar...

Versos, prosas que se não pensam escrever, mas sonhar apenas.


Título: PERISTILO | Farei do sonhar-te o ser forte
Heterónimo: Vicente Guedes
Número: 8
Página: 53
Nota: [9-32, ms.];
Nota: Teresa Sobral Cunha integra este texto no trecho 'PERISTILO' (2008: 51-54).


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