Jacinto do Prado Coelho

São cetins prolixos, púrpuras perplexas



São cetins prolixos, púrpuras perplexas onde os impérios seguiram o seu rumo de morte entre embandeiramentos exóticos de ruas largas e luxúrias de dosséis sobre paragens. Pálios passaram. Havia ruas foscas ou limpas nos decursos dos cortejos. Faiscavam frio as armas levadas nas solenes lentidões das inúteis marchas... Esquecidos os jardins nos subúrbios e as águas nos repuxos mera continuação do deixado, caindo risos longínquos entre lembranças de largos, não que as estátuas nas áleas fallassem , nem que se perdessem, entre amarelos em sequência, os tons do outono orlando túmulos. As alabardas esquinas para épocas pomposas, verde-negro, roxo-velho e granate o tom das roupagens; praças desertas no meio das esquivanças; e nunca mais por entre canteiros onde se fana passearão as sombras que deixaram os contornos dos aquedutos.

Tanto os tambores, os tambores atroaram a trémula hora.