Ler o Escrever - Usa LdoD-Arquivo(160)

Trovoada


L. do D.

                Trovoada

Entre onde havia nuvens paradas.
O azul do ceu estava sujo de branco

transparente.

O moço, ao fundo do escriptorio, suspende
um minuto o cordel á roda do embrulho eterno...

"Como está só me lembra de uma", commenta
estatisticamente.

Um silencio frio. Os sons da rua como que
foram cortados á faca. Sentiu-se, prolongada-
mente, como um mal-estar de tudo, um
suspender cosmico da respiração. Parara o
universo inteiro. Momentos, momentos, momentos.
A treva encarvoou-se de silencio.

Subito, aço vivo,  .


Que humano era o toque metallico dos
electricos! Que paysagem alegre a simples
chuva na rua ressuscitada do abysmo!



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Oh, Lisboa, meu lar!
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